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Festival de Escultura reúne obras de 27 artistas

Obras, filmes e bate-papos tendo a escultura como foco. Em sua primeira edição, o Festival de Esculturas do Rio ocupa todo o segundo andar do Centro Cultural da Justiça Federal com trabalhos de 27 artistas de diferentes gerações, estilos e regiões do Brasil.

Idealizada pelo produtor cultural Paulo Branquinho, a exposição tem, entre seus destaques, os cariocas Frida Baranek, Suzana Queiroga, Antonio Bernardo (designer de jóias) e o coletivo composto por Guga Ferraz, João Marcos Mancha e Leonardt Lauenstein. Também participam o mineiro Jorge Fonseca, o pernambucano Francisco Brennand e a sergipana Claudia Nên.

Frida Baranek, que vive e trabalha em Nova York, traz para o Brasil uma obra da série "Mudança de Jogo", produzida em 2014. O trabalho faz uma referência ao jogo de varetas, tão comum na infância e no imaginário coletivo, com as peças feitas em vidro e borracha. “Proponho uma antiga brincadeira com nova tensão e sensorialidade do material”, explica o artista.

Antonio Bernardo apresenta o trabalho "Radiolaria Cubo", uma peça em prata de onde parte uma estrutura com tentáculos articulados em degradê, que por serem lúdicos, sensuais e táteis, convidam à manipulação e aproximam o observador do objeto.

Jorge Fonseca apresenta uma escultura, um série de obras feitas com suporte de livros esculpidos em madeira, além do bem-humorado "Fiotim (Filhote de Inhotim) – A Oitava Maravilha do Mundo Contemporâneo!". Trata-se de um trailer com cenário lúdico, que internamente traz reproduções, em miniatura, das imensas instalações do Inhotim, como o penetrável “Magic Square”, de Hélio Oiticica, e o “Quarto Vermelho”, de Cildo Meireles. Durante sete finais de semana, ele vai circular pelo Centro, Zona Sul e Zona Norte. “Minha intenção é fazer uma homenagem ao Inhotim e levar arte de forma divertida e democrática para as pessoas”, diz.

Ainda no CCJF, em paralelo à mostra, serão oferecidos, com curadoria da artista Claudia Dowek, filmes e debates tendo como tema central a escultura tridimensional. Veja a programação completa abaixo. O Festival de Esculturas do Rio vai até o dia 27 de setembro. O Centro Cultural Justiça Federal fica na Av. Rio Branco, 241 - Centro. Funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h. Entrada gratuita.

Programação Fiotim (das 10h às 18h)

16/08 (Domingo) – Lagoa (Corte do Cantagalo)
22 e 23/08 (Sábado e Domingo) – Parque Madureira
28/08 (Sexta-feira) - Cinelândia
30/08 (Domingo) – Praia do Leme
05/09 – Praça Afonso Pena, Tijuca
09 a 13/09 (Quarta a Domingo) – ArtRio e ArtRua
19 e 20/09 (sábado e domingo) Lagoa (Corte do Cantagalo)
27/09 (Domingo) - Aterro do Flamengo

Filmes e bate-papo

26/08 (quarta-feira) Filmes:
De Braços Abertos (Com roteiro e direção de Bel Noronha, fala sobre a construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.);
Brennand (Com direção de Mariana Brennand, o filme narra a trajetória do pintor, desenhista, escultor e ceramista Francisco Brennand.).

27/08 (quinta-feira) Filme: Nó de Madeira (Produzido por Daniel Paim. Documentário baseado no Simpósio de Esculturas realizado em Santa Maria - RS, em 2014, com depoimentos dos participantes, buscando o entrelaçamento de suas trajetórias).
O filme será seguido de debate sobre arte urbana, com a participação da jornalista Cristina Aragão, do artista Roberto Chagas, do produtor Daniel Paim, e da Gerente de Monumentos e Chafarizes da Prefeitura, Vera Dias.

28/08 (sexta-feira) - Sequência de curta metragens de vídeo arte, produzidos entre as décadas de 80 e 90, em co-produção entre a Studioline Filmes e a Rioarte. (Sérgio Camargo; Perfil da Linha - Amilcar de Castro; Apaga-te Sesamo - Waltercio Caldas; Iole de Freitas; Experiência No 5 - Arthur Barrio; José Rezende; O Nervo de Prata - Tunga.);
- Cildo (Produção de Mariana Ferraz, o filme percorre suas obras, procurando entender o processo criativo e o pensamento do artista.).